Sunday, August 21, 2016

Fenómenos Estranhos ... em Gondomar


este frango é um frango de raça autóctone de Gondomar.. será extraterrestre?



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Monday, August 01, 2016

Curtinha

Já aqui vim há algum tempo atrás, em busca, não da Arca da Aliança, qual Indiana Jones, mas antes na busca de um local onde o confeccionamento de umas boas Tripas à Moda do Porto fossem, pelo menos, razoáveis.
Tanto me falaram neste sítio que acabei por cá vir e disse para mim próprio que queria repetir apenas e só porque, por um lado não tinha percebido bem à primeira se as tripas eram boas, e também se o são sempre, e também porque, queria apreender melhor o local e o ambiente, daí também este regresso.
Quando entrei, fiquei com a ideia de ter transposto uma porta para outra dimensão, como se ali houvesse um rasgo no tecido do espaço-tempo, e coloquei-me a observar, estupefacto, mas
sempre alerta, com a mão no gatilho do meu enferrujado palaçoulo (se não morrem do corte certeiro, morrem de tétano), não fossem aparecer os Daleks, ... ah, espera, isso é no Dr. Who, e eu, por acaso, não sou o Dr. Who...
Divago, deve ser do calor...

Bom, entrei num local arranjado, há alguns anos, não muitos, renovado, mas ainda se encontram alguns laivos do que outrora foi, ou terá sido, mais tasqueiro e soturno, talvez. Curiosamente, por fora, ninguém se apercebe do que isto é, nem dizeres ou reclames, ou outros indícios denunciadores de que, lá dentro, seja um restaurante.
Quando se entra, tira-se um bocado da pinta do local pela clientela, e daí a passagem para uma certa "twillight zone", fiquei estupefacto e  boquiaberto: só velhos! Parecia um lar de terceira idade!!
Sítio ideal para mim portanto, já que há quem se refira a mim como velhote, antepassado, ou relíquia, e como ando muitas vezes à rasca das costas, vergado com o "golpe de velha", passo completamente despercebido no meio daquela espécie de fauna geriátrica...
As mesas onde nos sentamos acomodam várias pessoas seis para ser exacto, pelo que são comunitárias, e não é incomum portanto partilhar a mesa com alguns quantos, digamos, vizinhos, O que aliás tem alguma graça, para quem viva fora do facebook, e por isso no convívio com pessoas reais que não jogam o pokemon go, e tem graça, pelo menos, até ao momento em que algum destes jovens desdentados e com cabelo ralo meta conversa sobre futebol, política, os medicamenteos que andam a tomar, as artrozes e próteses diversas, algáleas ou saquinhos de urina, ou sobre os nétinhos. Pior mesmo só me ocorre uma, terrível já vos aviso, um dos velhinhos espirrar e a placa sair a voar para o meu prato, e sendo bom observador vou reparar no verdete, nas incrustações de cascas de feijão, e nos ocasionais retalhos de restos de sopa de nabiças do dia anterior.
Como se não bastasse o cheiro a naftalina!

Quinta-feira é dia de feira semanal, o que quer dizer que muita desta gente veio aqui de propósito já que, num concelho desta extensão é normal o fenómeno de se meterem na carreira de manhã cedo para vir à vila, à feira, logo arranjam-se todos quase como se fossem à missa dominical, para uma certa ostentação que contrasta por certo com as gretas nas mãos, os sapatos e calças cheios de terra/lama, o cheiro a galinhas entranhado no corpo, penteiam-se até para vir à cidade embora, nem todos os homens vão ao barbeiro, já que é um luxo, a reforma mal dá para os medicamentos,
Para muitos equivale ao passeio de domingo em família que eu, privilegiado, fazia todos os domingos, com direito a almoço no restaurante, com a regueifa ainda quente, o cabrito, o pudim e o Sumol de laranja. É o único luxo que alguns deles tem, e se calhar, nem todas  as semanas...

Quanto ao que vim aqui fazer: comer umas tripinhas...
O arroz é bom, seco e saboroso, as tripas também. Para espanto meu, tem pedacinhos de batata (nalguns sítios é assim). Carnes cortadinhas miudinhas, parece-me bem, quase só tripas, que são boas, só comi folhinhos, limpinhas e com bom sabor.
Perigo: possibilidade de encontrar ocasionais pedacinhos de osso, de quando em vez.

Gostei.

Boa referência.




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Wednesday, April 13, 2016

os fajardos

Tudo começou naquele dia de manhã em que foi trabalhar.

Não que nos outros dias não fosse trabalhar de manhã, ou não fosse trabalhar, mas naquele dia, de manhã, na manhã que foi trabalhar, exactamente com das outras vezes, trabalhou de manhã, e quando digo isto entendo que o acto de trabalhar de manhã, avie a freguesia que lhe entra pela porta dentro, não por ser de manhã mas por que entendem que precisam de ser aviados, ou atendidos.



(Divago... não, perdi-me mesmo.)

(Ah!)



Bom, entrou uma senhora da parte de tarde que queria que eu lhe respondesse a umas perguntas, nomeadamente acerca de um assunto que não me sabia explicar bem mas que teria a ver com um papel que tinha na carteira, de entre uns quantos que fez vomitar da carteira para a mesa, que depois de encontrar, com a dificuldade da pitosguice galopante, disse ela, «não trouxe os outros óculos», os que lhe permitiam ler os papeis, e antes de encontrar o papel que queria referiu uma série de coisas, nomeadamente que alguém teria feito uma fajardice ao seu filho, «fajardos! Fizeram a fajardice…» bradou ela e explicava o que fajardaram enquanto procurava encontrar os papeis no meio da desfocagem dos olhos.

Por fim lá apareceu  o papel e esclareci, o pouco que soube ou podia esclarecer.

Foi-se embora.



Depois saí e fui  à superfície comercial dos preços pequeninos, e constatei que um ajuntamento (o espaço é pequeno) de três velhas à entrada liam pausadamente e devagar revistas como a Maria e a Gente e assim … pausadamente lentas e sem pestanejar ou mexer, excepto para virar a página, depois de cuspir nos dedos...



Óviamente que não as compraram.

Já estavam lidas.

Amanhã quando for comprar o jornal vou fazer o mesmo. Vai-se a saber é um fenómeno gondomarense. Ler e não pagar.

Está certo, paga-se para comprar, que eu saiba ler não tem preço…





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Thursday, December 31, 2015

Fenómenos Estranhos ... em Gondomar



é em Gondomar que a expressão "desde que vi um porco a andar de bicicleta" toma uma dimensão... literal, é que aqui, um porco anda mesmo de bicicleta, neste caso de motoreta ...









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